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Memórias de um criador de espectros

 Captura-de-Tela-2014-09-02-as-16.29w Imagem gerada pela Plataforma Net Arte, série Fantasmagoria, sequencia Lanterna Mágica  ACESSO AQUI 

Depoimento do ex-professor de física E.G.Robertson sobre seus experimentos com a lanterna mágica e fantasmagorias do século XIX. 

“Em várias ocasiões os meninos se aproximavam para me pedir a sombra de suas amantes; as mulheres, de seus maridos; as pessoas jovem sobre tudo, de suas mães. Ao ouvir a história de seus sofrimentos, eu tratava de preveni-los sobre suas ingenuidades. Meus esforços, sem dúvida, não tiveram sucesso diante de uma mulher cujo o marido eu conheci; ele foi professor de música da capela de Versalles e sua esposa estava inconsolável desde sua morte. Esta mulher estava convencida de que eu poderia fazer aparecer o vulto de seu marido diante dela, com uma ideia fixa, que ninguém podia mudar. Ela me acusava de prolongar e aumentar sua dor e sofrimento ao negar o pedido. Vi uma mulher a ponto de perder a razão: me dirigi a policia e pedi autorização para aliviar a pena desta mulher criando uma ilusão. Esta permissão me foi concedida, então me dediquei a persuadi-la com grande insistência de que está invocação seria possível, mas este poder não era permitido ser usado mais de uma vez. Desenhei de memória as caraterísticas físicas de seu marido; a imaginação da enferma faria o resto. De fato, quando a sombra apareceu ela gritou “ Oh meu marido, meu querido marido! Volto a te ver…. É você, não me deixe tão rapidamente”. O vulto se aproximou quase a altura de seus olhos; ela quis alcançar, mas a sombra desapareceu: a mulher ficou desconcertada e depois derramou abundantes lágrimas. Sua dor se suavizou. Ela me agradeceu de maneira expressiva; me disse que tinha certeza de que seu marido ainda a via, a escutava, e isso seria, durante toda vida, uma doce consolação.”

Tradução para português por D.Agassi. Versão espanhol traduzida por Lorena Gomez Mostajo. Disponível em: http://issuu.com/c_imagen/docs/lunacornea_28. Acesso: ago/2014.  Texto original em francês, publicado no Mémoires récréatifs scitifiques et anecdotiques dans les principales villes de l’Europe. Paris, Biblioteca Enciclopédica de Roret, 1840.

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#ocupapiratininga

Captura de Tela 2014-08-12 às 17.45.34

Senhoras e Senhores, o Cine Fantasma, Midiamagia e troupe fantástica* ocupam o Cine Piratininga em noite de lua cheia. Aproximem-se todos que a sessão vai (re)começar! 

O maior cinema do Brasil, que funcionou dos anos 40 aos 70, atualmente, é uma ruína que funciona como estacionamento. Há aproximadamente um ano, começamos a sondar uma “ação drive-in” no Cine Piratininga para experimentar as articulações de informações online trazidas pela série Fantasmagoria da Plataforma Net Arte, com o banco de dados do Cine Fantasma.

Chegamos a visitar o local algumas vezes para tentar contato com o proprietário, mas nunca tivemos retorno. Resolvemos arriscar uma visita levando um gerador, um projetor 3000lumes com lente grande angular, um computador com o Modul8 e sequencias da Plataforma Net Arte para invocar as memórias e arquivos que já passaram por ali. A sessão durou cerca de 30 minutos mas foi interrompida pelo funcionário que ficou aterrorizando com o que estava acontecendo. Foi de arrepiar! Buuuu

coletivo fantasma sp1* Coletivo Fantasma em São Paulo contou com a magnifica colaboração de Larissa Alves, Leo Ceolin, Lucas Bambozzi, Lucas Canavarro, Luciana Nunes e VJ Tornov.  

Fotos Paola Barreto  http://zip.net/bxpj8Q   http://zip.net/blphBF 

Fotos Lucas Bambozzi   http://zip.net/bbpjgg

Cine Fantasma assombra a Cinelândia de SP

cinefantasma1

Sra. e Srs. o Cinefantasma orgulhosamente apresenta:

um banco de dados!

BUUUUUuuuuuu (ecoooo)

Os fantasmas estão aqui, gritava Paola Barreto*** !! O cinema não morreu! São infinitos fotogramas!….

Em plena noite úmida de São Paulo (re)voltava a Cinelândia! Projeção sobre as histórias que já passaram por ali e sob os antigos cinemas, chamavam a atenção para o passado, traziam de volta aquilo que estava quase engolido pela cidade e apagado pelo abandono. Mas foi só buscar conexão e encontramos as redes “cinelândia 1, 2, 3, x…” nos dando sinais de outros tempos e virtualidades. Neste lugar em pleno centro de São Paulo, apareceu o Cine Fantasma com a sua troupe fantástica*, em uma bicicleta adaptada para cargas, uma lanterna mágica**, um gerador fumacinha e vossa excelência: o banco de dados! Este, cuidadosamente elaborado, composto por memórias e histórias do que, ainda está por ali. Eram letreiros de cinema, trechos de filmes, cartazes antigos, distribuídos sob as fachadas, colunas, escadarias, bilheterias e todo tipo de ruído local. Ao invés de bilhetes de entrada, o Cine Fantasma contou com o público espontâneo, passantes, moradores de ruas, com o público e colaboradores do Festival BaixoCentro*. 

Agradecemos Santa Clara por segurar a chuva densa e manter o clima fantasmagórico.

*esta ação fez parte do Festival BaixoCentro em São Paulo. Participei juntamente com os colaboradores  Thiago Dezan, Breno Castro Alves, Pedro Barbosa Lima, Rodrigo Lopes.

**projetor 4.000 lumes, caixas de som amplificadas com 2 microfones, computador com modul8, lanterna, adaptador de tomadas, pen drive, cabos diversos e  uma caixa de entrega de pizza que serviu de suporte para o computador.

*** carioca, idealizadora do projeto Cine Fantasma.

aqui tem mais: http://www.facebook.com/cinefantasma?ref=ts&fref=ts

Do instante ao movimento

Edgar Degas . Bailarinas, 1880-1885. Pastel sobre papel.

Museu da Imagem em Movimento - Estados Unidos

Camera Escura, 4a.C. – 1853d.C.

Câmera obscura, Câmera lúcida e outras máquinas de desenhar, cujo uso foi na maioria das vezes ocultado.

Camera Obscura. Veneza, 2007

HOOCKNEY, David. Secret Knowledge Rediscovering teh Lost Techniques of the old Master. Ed: Putnam Hardcover. Sinopse: Estudo controverso sobre como foram realmente criadas algumas das obras famosas ocidental da arte – pinturas de artistas como Da Vinci, Caravaggio, Velázquez, e Van Eyck. Identifica o uso de espelhos e vários dispositivos ópticos, tais como a câmera obscura – para projetar imagens em suas telas e, em seguida, ‘traçado’ as cenas. Especulações radicais Hockney levaram tanto espanto e indignação de historiadores da arte proeminentes e diretores de museus em todo o mundo.

Camera Pinhole

Eadweard J. Muybridge (9 de abril de 1830 – 8 de maio de 1904) – Cronofotografia de Muybridge, 1881

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Étienne-Jules Marey (Beaune, 5 de março de 1830 – Paris, 21 de maio de 1904)

Fuzil fotográfico Marey, 1879

Black Monday, 2008. Sergio Prego. Singapore Biennale

“Muybridge e Jansen ultilizaram intervalos relativamentes longos para separar as imagens, de modo a permitir a visualizar melhor o que muda de um quadro a outro, ao passo que Marey dedicou todos os seus esforços para estreitar ao máximo esses intervalos e assim poder restituir o movimentos em sua continuidade. Na cronofotografia por consequência, o encavalamentos proposital das imagens produz um efeito anamorfico de natureza cronotópica” (MACHADO, 2011p.62)

Nu descendo a escada, 1912. Marcel Duchamp

Dinamismo de um cão na coleira, 1912. Giacomo Balla

Toronto Silent Film Festival Instagram 

A Quarta Dimensão da Imagem: a interpenetração do objeto com o ambiente

(…) Os nossos corpos entram no sofá em que nos sentamos, e os sofás entram em nós, assim como o bonde que passa entra nas casas, as quais, por sua vez, se arremessam em cima do bonde e com ele se amalgamam”. (FABRIS, 2004 p.66)

O Violonista. Irmãos Bragaglia


Creatures, 2006-2011. Frederic Fontenoy

Anamorfoses

Os embaixadores, 1533. Hans Holbein.

 

FABRIS, Annateresa. A captação do movimento: do instantâneo ao fotodinamismo. Revista  ARS Depto. de Artes, 2004. Sinopse: os principais exponentes da captação do movimentos por intermédio da fotografia de Muybridge e Marey: Degas, Duchamp e os irmãos Bragaglia. Giacomo Balla, Futurismo.

MACHADO, Arlindo.  Pré-cinemas & pós-cinemas. São Paulo: Papirus Ed., 2011 6ed. (p.15-25 55-69). Capítulos: O cinema antes do cinema. A quarta Dimensão da Imagem.

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual] 

Primeiras experimentações pré-cinematográficas

A Caverna dos Sonhos Esquecidos” (Cave of Forgotten Dreams). Alemanha/França/Canadá/Reino Unido/EUA, 2010), de Werner Herzog.

“À medida que que o observador se locomove nas trevas da caverna, a luz de sua tênue lanterna ilumina e obscurece parte dos desenhos: algumas linhas se sobressaem, suas cores são realçadas pela luz, ao passo que outras desaparecem nas sombras [...] à medida que o observador caminha perante as figuras parientais, elas parecem se movimentar em relação a ele [...] e toda a caverna parece se agitar em imagens animadas” (Machado 2001, p.16).

 

Alegoria da Caverna de Platão. 428 a.c

“A primeira sessão de cinema nos moldes em que conhecemos hoje, ou seja, uma sala pública de projeções, aconteceu há mais de dois mil anos…”. (Machado 2011 p.29-34).

CINEMÁTICA (ciência que estuda o movimento) – primeiras experiências 

- Experiências pré-socráticas

Mobilismo de Heráclito de Éfeso -  “Não podemos banha-se duas vezes no mesmo rio, porque o rio ão é mais o mesmo”.

Observa o carater dinâmico da realidade, o estado de fluxo, a constante mudança.

Flecha de Zenão de Eléia- A flecha quando lançada ao alvo encontra-se em repouso a cada intervalo de tempo.

- Grécia Antiga

Discóbulo de Miron, 455 a.C. – Ação suspensa no tempo, estado de imobilidade que remete ao movimento. Sensação de passado-presente-futuro.

Pré-cinemas – Lanterna Mágica e Fantasmagorias

Memorias de un hacedor de sombras. E.G. Robertson, 1840. Revista Luna Córnea número 28, 2004. (p.12-13)

“En várias ocasiones los muchachos se acercaban para pedirme la sombra de sus amantes; las mujeres, la de sus maridos; personas jóvenes sobro todo, la de sus madres [...] Mis esfuerzos, sin embargo, resultaron infructuosos frente a una mujer cuyo marido me había conocido [...] su esposa estaba inconsolable desde su muerte. [...] entonces me dediqué a persuadirla, con gran insistencia, de que si esta evocacion era posible, el poder no podria ser usado más que sólo una vez. Dibujé de memoria las facciones de su marido; la imaginacion de la enferma haría el resto. En efecto, en cuanto la sombra apareció, ella gritó: !Oh, mi marido, mi querido marido! te vuelvo a ver… Eres tú, quédate, quédate, no me dejes tan pronto”. La sombra se acercó casi a la altura de sus ojos; ella se quiso levantar pero la sombra desapareció: la mujer se quedó desconcertada y después derramó abundantes lágrimas. Su dolor se suavizó. Ella me agradeció de una manera expressiva; me dijo que tenía la certeza de que su marido todavia le veía, la escuchaba, y que eso sería, durante toda su vida, una dulce consolación.” 

Fantasmagorias

Lanterna Mágica

Lanterna Mágica – Museu do Cinema

Teatro de Sombras Oriental 

 

Dispositivos de síntese do movimento: visão ilusória, persistência da retina, pós-imagem

O filme antes do filme, 1986. Werner Nekes – Link para do download do filme

Thaumatrópio, 182

Fenakitiscopio, 1832

Zootrópio, 1834

Praxinoscopio Reynald, 1877 2

Mutoscope, 1878

Flick-book, 1898

 

Referências contemporâneas

Cimena Sim, Itau Cultural. http://br.vlex.com/tags/itau-cultural-cinema-sim-1418612

Circuladô. Andre Parente

Milton Marques

Zootropio e realidade aumentada

The Bicycle Animation

Alimation

Stuck in a groove

Bonobo

 

Referências Bibliograficas

MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & pós-cinemas. São Paulo: Papirus Ed., 2011 6ed.(p.9-34)

MELLO, Christine. Cinemáticas. ARANTES, Priscila. SANTAELLA, Lucia Orgs. Estéticas Tecnológicas: Novos Modos de Sentir. São Paulo: Educ, 2008 (149-162).

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual] 

Pré-cinemas e o stop motion


 

A Caverna dos Sonhos Esquecidos (Cave of Forgotten Dreams. lemanha/França/Canadá/Reino Unido/EUA, 2010), de Werner Herzog. O cineasta alemão apresenta a caverna de Chauvet-Pont-d’Arc, no sudoeste da França, um local intocado pela civilização moderna durante 20 mil anos, até ser encontrado em 1994. Com as pinturas rupestres mais antigas conhecidas, a caverna foi visitada por Herzog e um grupo de especialistas.

 

Stop Motion

The neighbours, 1952 – Norman McLaren http://youtu.be/4YAYGi8rQag

Breakfast – Jan Svankmajer  http://youtu.be/AMTBW7MMTW4

Dimensions of Dialogue -  Jan Svankmajer http://youtu.be/AMTBW7MMTW4

Alice HBO – Dimitri Lima  http://dmtr.org/Alice_HBO/

Stop Motion Enseada – Denise Agassi https://vimeo.com/57296732

Les Paysages – Jeronimo Rocha https://vimeo.com/43819248

Stop Motion – Eriq Wities  http://youtu.be/r8JexiISPNk

Lost Thing – Angela Kohler and Ithyle Griffiths http://youtu.be/mwX7uEiEWx4

Tetris – Guillaume REYMOND http://youtu.be/G0LtUX_6IXY

Spider man – http://youtu.be/UMHFzQFqJiI

MUTO wall painting – Blu  http://vimeo.com/993998

Game over – PES http://youtu.be/Ovvk7T8QUIU

T-shirt – http://youtu.be/dR_wbQ9IOSY

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual]

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