Arquivo da tag: filme de arquivo

Filme de Arquivo – Sesc Consolação

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Em agosto no Sesc Consolação e em setembro no Sesc Belenzinho, apresento a oficina Filme de Arquivo, que integra a programação do Clic Clube – E agora fotografia? projeto de Eder Chiodetto, Livia Aquino, Pio Figueroa e Ronaldo Entler

A oficina Filme de Arquivo no Sesc Consolação, contou com a participação de Claudia, Mariana, Stephania e Wilma.  As participantes criaram net artes para a categoria Viagem-arquivo  que apresentam flores e paisagens do Brasil, Grécia e Canada, vejam abaixo: 

Canadá, de Claudia Briganti

Um dia estarei lá, de Stephania Mendes

Férias em Maceió, de Wilma Euzebio 

Jardim de flores, de Mariana Alves

Cada aluna escolheu um conjunto de imagens geradas pela Plataforma Net Arte e  posteriormente criamos um álbum coletivo no Flickr com a tag “filme arquivo consolacao“. O resultado está disponível no link http://plataforma.midiamagia.net/artworks/116Qualquer pessoa pode colaborar com esta net arte inserindo arquivos no Flickr com a tag da oficina. Assim, as imagens tagueadas passam a  compor com esta net arte, que é gerada em tempo real e constantemente atualizada pelo fluxo da rede. 


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Oficina Filme de Arquivo

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Oficina teórica e prática sobre a criação audiovisuais a partir de arquivos. A abordagem refere-se ao contexto histórico do cinema e da vídeoarte, bem como as atuais formas articulações de dados online que surgiram a partir da net arte. Estes procedimentos exploram os processos de criação coletiva em fotografia, vídeo, áudio e também a articulação de informações por meio de palavras-chave (tags). A atividade prática consiste na captação de imagens e áudios para criação de uma sequencia audiovisual online gerada pela Plataforma Net Arte http://plataforma.midiamagia.net/.

Imagem gerada pela Plataforma de Net Arte – Filme Arquivo Consolacao, set/2014.

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Projeto Clic Clube – E agora, fotografia? Sesc Consolação,  ago/2014

Projeto Clic Clube – E agora, fotografia?  Sesc Belenzinho, set/2014

#BTSartPalacio

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Mais uma ação do Cine Fanstasma, de Paola Barreto, convidando MidiaMagia para o Cine Art-Palácio, ocorreu no dia 23/8/2014, das 15h às 17h, na desconferência Telas a Parte – Cinema Apesar da Imagem / Besides the Screen Brazil 2014, organizado por Gabriel Menotti, Marcus Bastos e Patricia Moran. Este evento reuniu pesquisadores e artistas, nacionais e internacionais, que investigam as possibilidades de exibição e distribuição de imagens em movimento no contexto pós-cinematográfico, além da tela. 

Para esta ação criamos a tag BTSartPalacio para o Flickr, Youtube e #BTSartPalacio para o Twiter e Facebook. Deste modo, qualquer pessoa pode colaborar com a aparição de arquivos na net arte exibida durante o evento. Esta sequencia continua online na Plataforma Net Arte e pode ser acessada através do link http://plataforma.midiamagia.net/categories/fantasmagoria/artworks

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Agradecemos a participação de Lucas Canavarro na operação VJ’s Fantasma, Clara Electra e Maria Eduarda (Dudi) no live de sombras e pilotando a lanterninha de Bruno Vianna, e aos organizadores, produtores e participantes do Besides the Screen Brazil 2014. 

Fotos Paula Barreto. Imagem 1: projeção ao redor da tela. Imagem 2: projeção no teto do Cine Art- Palacio. [+ fotos]

Database movies e a web 2.0

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Antigamente, a fotografia estava presente em momentos especiais da nossa vida. Entre nós e cada evento marcante, estava a câmera. Bastava um clic para eternizar o acontecimento que elegíamos importante. A máquina fotográfica que antes testemunhava momentos especiais, hoje presencia qualquer acontecimento. Todos ‘sabem fotografar’, tudo é motivo para ser fotografado e publicado. Este fenômeno chama atenção para a redundância e banalidade do que se publica na web e trazem uma nova complexidade para a estética dos bancos de dados.

O fato de retomar as imagens dos arquivos online e dotá-las de significação contribui para identificarmos condições potencias das imagens que não eram visíveis no contexto da captação. O historiador francês G.Didi-Huberman defini “imagem-arquivo” como uma imagem indecifrável e sem sentido enquanto não for trabalhada na montagem, antes de ser colocadas em relação com outros elementos – outras imagens e temporalidades, outros textos e depoimentos.

Este procedimento é semelhante à colagem e os chamados filmes de bancos de dados que remota aos anos 20, com Dziga Vertov,  e desde então, vem se renovando constantemente, através dos bancos de dados da internet e das possibilidades de interação com as sequencias de audiovisuais.

Os filmes ou vídeo produzidos a partir de bancos de dados adotam de diferentes usos e procedimentos para evidenciar sentidos, para revelar padrões emergentes de comportamento, diversos pontos de vistas, qualidades de imagem, procedimentos técnicos e outras questões que possibilitam um aprendizado através da resignificação dos fragmentos de dados.

No contexto da net arte, a articulação dos bancos de dados se estruturam a partir de algorítimos baseados em palavras-chave e outros parâmetros de programação pré-estabelecidos pelo artista. Como é o caso do Web paisagem0 (2002), de Giselle Beiguelman, Marcus Bastos e Rafael Marchetti. Esta obra possibilita a produção de visões do Nordeste brasileiro a partir da mixagem de áudio, imagens e textos de seu banco de dados. As edições podem ser feitas online e posteriormente são enviadas por e-mail e acrescentadas ao banco, num processo de criação coletiva de imagens multimídia sobre a região – tratada não como identidade geográfica, mas como princípio de uma cultura de reciclagem”.

Outro trabalho do artista Rafael Marchetti é a net art Geoplay (2008), que utiliza os serviços de rotas online para criar trajetos fictícios (do ponto A ao ponto B), gerando um audiovisual, em tempo real, baseado no gráfico das fotografias que foram geolocalizadas e publicadas pelos usuários na internet. No Your life our movie (2008), do artista Fernando Velazquez, o interator é convidado a digitar palavras que acionam imagens localizadas no Flickr, em tempo real. O algoritmo está programado para fazer a sua própria busca e dar continuidade ao filme ininterruptamente.

youTAG (2008), do artista Lucas Bambozzi, articula dados do Youtube para chamar atenção sobre as formas de indexação dos arquivos online. Nesta plataforma, o usuário pode escolher palavras ou frases, e a partir delas, o sistema mixa 3 vídeos que foram apresentados como resultados da busca. Este vídeo é enviado para o usuário por email e armazenado no trabalho. Conforme comenta Bambozzi, “Em tempo de tags, metatags e indexadores de busca, o quê é o nome da ‘coisa’ e o quê é o nome possível de representação da coisa? Que tipo de sentido é produzido quando tudo passa a ser regido pelas formas de indexação atuais?”

Os trabalhos de minha autoria também questionam as formas de indexação e investigam as relações entre as imagens, palavras e subjetividades do que pode ser ‘aquilo’. Na rede, Subindo a Torre Eiffel pode ser o registro do momento da subida de elevador ou escadas na Torre, um passeio ao Hopi-Hari em São Paulo, propaganda de hotel com elevador próximo à Torre Eiffel, um video clip, campeonato de skate, etc.

O resultado evidencia a multiplicidade de pontos de vista, chama atenção para a fruição estética da net arte e da poética do experimental nas mídias digitais em rede. Convivemos hoje com o resultado disso tudo e podemos percebê-los como possibilidades e potencialidades naquilo que estava pré-programado para acontecer. 

[texto para o projeto Viagem-arquivo, 2012, por Denise Agassi. Imagem gerada pela Plataforma Net Arte,  série Chegada do trem a estação, 2013]

 

Referencias bibliográficas sobre banco de dados

Revista Digital de Cine Documental.  Filmes de arquivo (n13 12/12) http://www.doc.ubi.pt/index13.html

VESNA, Victoria. Database Aesthetics: Of Containers, Chronofiles, Time Capsules, Xanadu,Alexandria and the World Brain. http://vv.arts.ucla.edu/AI_Society/vesna_essay.html

Manovich, Lev.Database as a Symbolic Form. http://transcriptions.english.ucsb.edu/archive/courses/warner/english197/Schedule_files/Manovich/Database_as_symbolic_form.htm

MANOVICH, Lev. O HOMEM COM A CÂMERA.pdf. Trad.: Sergio Basbaum. Disponível em inglês: www.manovich.net/LNM/Manovich.pdf

Tags: o que é o nome da coisa

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Como é que chama o nome disso? Arnaldo Antunes

o que signifixa isso? 

NOME, Arnaldo Antunes. 

BORGES, Jorge Luiz. O Livro dos Seres Imaginários. Editora: Companhia das Letras, 1995.

youTAGLucas Bambozzi ”Em tempo de tags, metatags e indexadores de busca, o quê é o nome da ‘coisa’ e o quê é o nome possível da representação da ‘coisa’?” 

plataforma.midiamagia.net

Oráculo digital. Martha Gabriel. Palestra CPFL Cultura, em 20/08/2010. 

Entrevista com Geert Lovink 

Bancos de mídia Livre, por Camile Agustini

 [referências para os cursos Estéticas dos bancos de dados online e Arte em rede. Imagem gerada pela net arte Youtag, de Lucas Bambozzi]