Arquivo da tag: cinema

Oficina Filme de Arquivo

filme-arquivo-img1

Oficina teórica e prática sobre a criação audiovisuais a partir de arquivos. A abordagem refere-se ao contexto histórico do cinema e da vídeoarte, bem como as atuais formas articulações de dados online que surgiram a partir da net arte. Estes procedimentos exploram os processos de criação coletiva em fotografia, vídeo, áudio e também a articulação de informações por meio de palavras-chave (tags). A atividade prática consiste na captação de imagens e áudios para criação de uma sequencia audiovisual online gerada pela Plataforma Net Arte http://plataforma.midiamagia.net/.

Imagem gerada pela Plataforma de Net Arte – Filme Arquivo Consolacao, set/2014.

><

Projeto Clic Clube – E agora, fotografia? Sesc Consolação,  ago/2014

Projeto Clic Clube – E agora, fotografia?  Sesc Belenzinho, set/2014

Cine Fantasma assombra a Cinelândia de SP

cinefantasma1

Sra. e Srs. o Cinefantasma orgulhosamente apresenta:

um banco de dados!

BUUUUUuuuuuu (ecoooo)

Os fantasmas estão aqui, gritava Paola Barreto*** !! O cinema não morreu! São infinitos fotogramas!….

Em plena noite úmida de São Paulo (re)voltava a Cinelândia! Projeção sobre as histórias que já passaram por ali e sob os antigos cinemas, chamavam a atenção para o passado, traziam de volta aquilo que estava quase engolido pela cidade e apagado pelo abandono. Mas foi só buscar conexão e encontramos as redes “cinelândia 1, 2, 3, x…” nos dando sinais de outros tempos e virtualidades. Neste lugar em pleno centro de São Paulo, apareceu o Cine Fantasma com a sua troupe fantástica*, em uma bicicleta adaptada para cargas, uma lanterna mágica**, um gerador fumacinha e vossa excelência: o banco de dados! Este, cuidadosamente elaborado, composto por memórias e histórias do que, ainda está por ali. Eram letreiros de cinema, trechos de filmes, cartazes antigos, distribuídos sob as fachadas, colunas, escadarias, bilheterias e todo tipo de ruído local. Ao invés de bilhetes de entrada, o Cine Fantasma contou com o público espontâneo, passantes, moradores de ruas, com o público e colaboradores do Festival BaixoCentro*. 

Agradecemos Santa Clara por segurar a chuva densa e manter o clima fantasmagórico.

*esta ação fez parte do Festival BaixoCentro em São Paulo. Participei juntamente com os colaboradores  Thiago Dezan, Breno Castro Alves, Pedro Barbosa Lima, Rodrigo Lopes.

**projetor 4.000 lumes, caixas de som amplificadas com 2 microfones, computador com modul8, lanterna, adaptador de tomadas, pen drive, cabos diversos e  uma caixa de entrega de pizza que serviu de suporte para o computador.

*** carioca, idealizadora do projeto Cine Fantasma.

aqui tem mais: http://www.facebook.com/cinefantasma?ref=ts&fref=ts

Do instante ao movimento

Edgar Degas . Bailarinas, 1880-1885. Pastel sobre papel.

Museu da Imagem em Movimento - Estados Unidos

Camera Escura, 4a.C. – 1853d.C.

Câmera obscura, Câmera lúcida e outras máquinas de desenhar, cujo uso foi na maioria das vezes ocultado.

Camera Obscura. Veneza, 2007

HOOCKNEY, David. Secret Knowledge Rediscovering teh Lost Techniques of the old Master. Ed: Putnam Hardcover. Sinopse: Estudo controverso sobre como foram realmente criadas algumas das obras famosas ocidental da arte – pinturas de artistas como Da Vinci, Caravaggio, Velázquez, e Van Eyck. Identifica o uso de espelhos e vários dispositivos ópticos, tais como a câmera obscura – para projetar imagens em suas telas e, em seguida, ‘traçado’ as cenas. Especulações radicais Hockney levaram tanto espanto e indignação de historiadores da arte proeminentes e diretores de museus em todo o mundo.

Camera Pinhole

Eadweard J. Muybridge (9 de abril de 1830 – 8 de maio de 1904) – Cronofotografia de Muybridge, 1881

_

Étienne-Jules Marey (Beaune, 5 de março de 1830 – Paris, 21 de maio de 1904)

Fuzil fotográfico Marey, 1879

Black Monday, 2008. Sergio Prego. Singapore Biennale

“Muybridge e Jansen ultilizaram intervalos relativamentes longos para separar as imagens, de modo a permitir a visualizar melhor o que muda de um quadro a outro, ao passo que Marey dedicou todos os seus esforços para estreitar ao máximo esses intervalos e assim poder restituir o movimentos em sua continuidade. Na cronofotografia por consequência, o encavalamentos proposital das imagens produz um efeito anamorfico de natureza cronotópica” (MACHADO, 2011p.62)

Nu descendo a escada, 1912. Marcel Duchamp

Dinamismo de um cão na coleira, 1912. Giacomo Balla

Toronto Silent Film Festival Instagram 

A Quarta Dimensão da Imagem: a interpenetração do objeto com o ambiente

(…) Os nossos corpos entram no sofá em que nos sentamos, e os sofás entram em nós, assim como o bonde que passa entra nas casas, as quais, por sua vez, se arremessam em cima do bonde e com ele se amalgamam”. (FABRIS, 2004 p.66)

O Violonista. Irmãos Bragaglia


Creatures, 2006-2011. Frederic Fontenoy

Anamorfoses

Os embaixadores, 1533. Hans Holbein.

 

FABRIS, Annateresa. A captação do movimento: do instantâneo ao fotodinamismo. Revista  ARS Depto. de Artes, 2004. Sinopse: os principais exponentes da captação do movimentos por intermédio da fotografia de Muybridge e Marey: Degas, Duchamp e os irmãos Bragaglia. Giacomo Balla, Futurismo.

MACHADO, Arlindo.  Pré-cinemas & pós-cinemas. São Paulo: Papirus Ed., 2011 6ed. (p.15-25 55-69). Capítulos: O cinema antes do cinema. A quarta Dimensão da Imagem.

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual] 

Primeiras experimentações pré-cinematográficas

A Caverna dos Sonhos Esquecidos” (Cave of Forgotten Dreams). Alemanha/França/Canadá/Reino Unido/EUA, 2010), de Werner Herzog.

“À medida que que o observador se locomove nas trevas da caverna, a luz de sua tênue lanterna ilumina e obscurece parte dos desenhos: algumas linhas se sobressaem, suas cores são realçadas pela luz, ao passo que outras desaparecem nas sombras [...] à medida que o observador caminha perante as figuras parientais, elas parecem se movimentar em relação a ele [...] e toda a caverna parece se agitar em imagens animadas” (Machado 2001, p.16).

 

Alegoria da Caverna de Platão. 428 a.c

“A primeira sessão de cinema nos moldes em que conhecemos hoje, ou seja, uma sala pública de projeções, aconteceu há mais de dois mil anos…”. (Machado 2011 p.29-34).

CINEMÁTICA (ciência que estuda o movimento) – primeiras experiências 

- Experiências pré-socráticas

Mobilismo de Heráclito de Éfeso -  “Não podemos banha-se duas vezes no mesmo rio, porque o rio ão é mais o mesmo”.

Observa o carater dinâmico da realidade, o estado de fluxo, a constante mudança.

Flecha de Zenão de Eléia- A flecha quando lançada ao alvo encontra-se em repouso a cada intervalo de tempo.

- Grécia Antiga

Discóbulo de Miron, 455 a.C. – Ação suspensa no tempo, estado de imobilidade que remete ao movimento. Sensação de passado-presente-futuro.

Pré-cinemas – Lanterna Mágica e Fantasmagorias

Memorias de un hacedor de sombras. E.G. Robertson, 1840. Revista Luna Córnea número 28, 2004. (p.12-13)

“En várias ocasiones los muchachos se acercaban para pedirme la sombra de sus amantes; las mujeres, la de sus maridos; personas jóvenes sobro todo, la de sus madres [...] Mis esfuerzos, sin embargo, resultaron infructuosos frente a una mujer cuyo marido me había conocido [...] su esposa estaba inconsolable desde su muerte. [...] entonces me dediqué a persuadirla, con gran insistencia, de que si esta evocacion era posible, el poder no podria ser usado más que sólo una vez. Dibujé de memoria las facciones de su marido; la imaginacion de la enferma haría el resto. En efecto, en cuanto la sombra apareció, ella gritó: !Oh, mi marido, mi querido marido! te vuelvo a ver… Eres tú, quédate, quédate, no me dejes tan pronto”. La sombra se acercó casi a la altura de sus ojos; ella se quiso levantar pero la sombra desapareció: la mujer se quedó desconcertada y después derramó abundantes lágrimas. Su dolor se suavizó. Ella me agradeció de una manera expressiva; me dijo que tenía la certeza de que su marido todavia le veía, la escuchaba, y que eso sería, durante toda su vida, una dulce consolación.” 

Fantasmagorias

Lanterna Mágica

Lanterna Mágica – Museu do Cinema

Teatro de Sombras Oriental 

 

Dispositivos de síntese do movimento: visão ilusória, persistência da retina, pós-imagem

O filme antes do filme, 1986. Werner Nekes – Link para do download do filme

Thaumatrópio, 182

Fenakitiscopio, 1832

Zootrópio, 1834

Praxinoscopio Reynald, 1877 2

Mutoscope, 1878

Flick-book, 1898

 

Referências contemporâneas

Cimena Sim, Itau Cultural. http://br.vlex.com/tags/itau-cultural-cinema-sim-1418612

Circuladô. Andre Parente

Milton Marques

Zootropio e realidade aumentada

The Bicycle Animation

Alimation

Stuck in a groove

Bonobo

 

Referências Bibliograficas

MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & pós-cinemas. São Paulo: Papirus Ed., 2011 6ed.(p.9-34)

MELLO, Christine. Cinemáticas. ARANTES, Priscila. SANTAELLA, Lucia Orgs. Estéticas Tecnológicas: Novos Modos de Sentir. São Paulo: Educ, 2008 (149-162).

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual] 

Pré-cinemas e o stop motion


 

A Caverna dos Sonhos Esquecidos (Cave of Forgotten Dreams. lemanha/França/Canadá/Reino Unido/EUA, 2010), de Werner Herzog. O cineasta alemão apresenta a caverna de Chauvet-Pont-d’Arc, no sudoeste da França, um local intocado pela civilização moderna durante 20 mil anos, até ser encontrado em 1994. Com as pinturas rupestres mais antigas conhecidas, a caverna foi visitada por Herzog e um grupo de especialistas.

 

Stop Motion

The neighbours, 1952 – Norman McLaren http://youtu.be/4YAYGi8rQag

Breakfast – Jan Svankmajer  http://youtu.be/AMTBW7MMTW4

Dimensions of Dialogue -  Jan Svankmajer http://youtu.be/AMTBW7MMTW4

Alice HBO – Dimitri Lima  http://dmtr.org/Alice_HBO/

Stop Motion Enseada – Denise Agassi https://vimeo.com/57296732

Les Paysages – Jeronimo Rocha https://vimeo.com/43819248

Stop Motion – Eriq Wities  http://youtu.be/r8JexiISPNk

Lost Thing – Angela Kohler and Ithyle Griffiths http://youtu.be/mwX7uEiEWx4

Tetris – Guillaume REYMOND http://youtu.be/G0LtUX_6IXY

Spider man – http://youtu.be/UMHFzQFqJiI

MUTO wall painting – Blu  http://vimeo.com/993998

Game over – PES http://youtu.be/Ovvk7T8QUIU

T-shirt – http://youtu.be/dR_wbQ9IOSY

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual]

dos primeiros filmes ao cinema falado

1894 Quinetoscopio de Thomas Edson

1895 Cinematógrafo de Lumiere  Primeiros filmes do irmãos Lumiere

1896 Viagem à LuaGeorges Meliès  + Meliès

1903 Ferdinand Zecca. La Vie et la Passion de Jésus Christ

1903 Edwin Porter. The Great Train Robbery

1903 Mary Jane’s mishapGeorge A. Smith

1903 Life of an american fireman. Edwin S. Porter

1914 Charles Chaplin. O Vagabundo

1915 O Nascimento de uma Nação. D. W. Griffith.

1925 Sergei Eisentein. Encouraçado Potemkin

1927 Fritz Lang. Metropolis

1929 Dziga Vertov. O homem com a camera

1929 Um cão Andaluz Luis Buñuel

1943 Meshes of the Afternoon. Maya Deren 

1940 Cinema falado

1940 Chalin Chaplin. O Grande Ditador

1956 O Homem que sabia demais. Alfred Hitchcock.

 

Filmes

2012 O Artista

2012 A invenção de Hugo Cabret

 

Referências Bibliográficas

MACHADO, Arlindo. Esses lugares iníquos, esses espetáculos suspeitos Ed. Papirus, 2011 6ed.

MANOVICH, Lev. O HOMEM COM A CÂMERA: BANCO-DE-DADOS E CINE-OLHO. (tradução de Sérgio Basbaum)

[referências para a disciplina Introdução ao Audiovisual]