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Entrevista sobre a obra Subindo a Torre Eiffel

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Questionário sobre a obra Subindo a Torre Eiffel* elaborado pelo Andre Damasio Ferreira Delfino, graduando do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG.

 

1) Como se deu a concepção da obra Subindo a Torre Eiffel e a realização da mesma?

Meu interesse durante o mestrado foi investigar as fotografias de viagens, a relação das pessoas com os monumentos e lugares turísticos. O que me intrigava era o padrão de comportamento repetitivo que resulta em fotografias muito semelhantes. Era o início das Redes Sociais e da imagem digital, por isso, as fotografias não só estavam nos álbuns de família, como também, compartilhadas na internet. Comecei a colecionar estas imagens, mas logo percebi que não teriam fim e seria frustrante continuar com este procedimento, precisava criar um sistema que capaz abarcar as imagens em fluxo.

 

2) O que você pretende discutir com essa obra?

O principal interesse era buscar modos de nos relacionarmos com as informações que estão sendo produzidas a todo momento, bem como, perceber as subjetividas da rede e possibilitar uma experiência com os dados ao visualizá-las de modo orgânico e expressivo.

 

3) Qual a importância da rede nessa obra? Teria sido diferente sem ela?

Sim, não teria sido possível sem ela, seria outra ‘coisa’. A rede é uma estrutura física para o fluxo ininterrupto de vida.

 

4) Qual sua concepção de autoria nessa obra e nas obras que usam informações de rede social em geral?

O que diz respeito a autoria artistica é o de conceber a obra em si e criar a possibilidade para a experiência estética, crítica e sinestésica, ampliando as possibilidades de sentido para os dados, que, por livre e espontânea vontade foram disponibilizados na rede pelos usuários. Dados por si só não criam sentido, é o contexto que dá sentido à eles. Didi-Huberman (2000), reconhece que “a ‘imagem-arquivo’ é como uma imagem indecifrável e sem sentido enquanto não for trabalhada na montagem, antes de ser colocada em relação com outros elementos – outras imagens e temporalidades, outros textos e depoimentos.”

 

5) Como você vê as informações das redes sociais sendo usadas por artistas digitais e como isso pode ser discutido nessa obra?

A internet atual é um sistema de trocas e colaborações: o Google oferece uma série de serviços para ter nossas informações; os artistas, oferecem experiências, consciência, percepções de mundo e de nós mesmos. No caso da obra “Subindo a Torre Eiffel” e outras de minha autoria, as informações não são retidas, são exibidas em fluxo ininterupto (até que caia a conexão). Acho engraçado que não questionam o Google por usar nossas informações (ainda que ganhem muito como isso).

 

5) Qual o papel da interface nessa obra e em obras que usam informações de rede social?

Na obra, a interface possibilita estabelecer uma relação entre os Protocolos de Internet e o usuário que não tem conhecimento de programação. Além disso, por ser artista, a instalação é parte fundamental da interface.

 

* A obra “Subindo a Torre Eiffel” foi apresentada na exposição Teknné, em 2010, e na exposição Galeria Expandida, em 2009. + informações http://midiamagia.net/projetos/subindo-a-torre-eiffel/

 

Cerebro eletrônico – Sesc Consolação

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 Cérebro Eletrônico – Curso no Sesc Consolação 1sem/2017 para a Terceira Idade, sobre memórias e interfaces através da Arte e Tecnologia. Com Cassia Hosni, Eduardo Salvino e Emanuel Cesar Vale. A documentação das oficinas está disponível no blog https://cerebroeletronicoblog.wordpress.com/ 

 

resPIRAÇÃO

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CORPO-MEMÓRIAS | CORPO-ARQUIVOS  | MEMÓRIAS-ARQUIVOS | Investigação sobre o acesso à memória através da Respiração.

Desde o início de 2016, venho pesquisando diversas técnicas de respiração e este processo se tornou uma das experiências mais intensas, profundas e maravilhosas que experimentei.  Acredito muito na potência deste trabalho no sentido de trazer melhoras significativas para a vida, permitindo uma purificação no nível físico, mental e espiritual.

A respiração é o ato primordial da vida e nos coloca em contato com a energia que rege o Universo. Cada sessão de respiração permite que você se sinta mais leve e com mais vitalidade. A respiração tb possibilita: 

Liberar pensamentos, memórias e emoções retidas no corpo;
Mudar hábitos e padrões de comportamento;
Acessar a estados meditativos;
Melhorar a saúde;
Abrir e limpar o pulmões;
Despertar a consciência; 
Ser o que devemos Ser.

+ informações ou atendimento através do email midiamagia@gmail.com

Sri Sri Ravi Shankar – respiração e espiritualidade

Festival Faísca

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” Tem muita gente que ainda acha que promover #CulturaDigital é ensinar a mexer no computador, ponto. Queria muito que estas pessoas tivessem acompanhado todo o movimento desencadeado durante o Faisca 2016 l Poços de Caldas, pois certamente teriam uma visão um pouco diferente.

Teriam sacado que antes de mais nada, fazer cultura digital é se relacionar, conhecer pessoas, resolver problemas, construir a própria identidade, mas, sobretudo, se expressar, colocar as máquinas para trabalhar em função dos nossos anseios, desejos e inquietações. E foi bem assim que rolou.

Pelas minhas contas, umas 60 pessoas mergulharam nessa história através das oficinas. E teve de tudo. Teve gente daqui fazendo o sabe fazer de melhor. Como a Fran e a Rafaela, do Guarda-Chuva, mostrando para estudantes do magistério que fazer arte com o computador é para qualquer um. Teve eu e o camarada Renan, fazendo das ruas e praças da cidade um laboratório aberto de comunicação e cobertura colaborativa, colando com uma galera super talentosa e guerreira.

Teve tbm convidados ilustres, como a pesquisadora e artista paulista, Denise Agassi, que brincou de ensinar #NetArt para a molecada da Escola Estadual David Campista, e o espanhol Gabriel Andrés Díaz-Regañón, doAgrupamento Andar7, trazendo a linguagem do #VídeoMapping e #VídeosInterativos para gente da dança, da arquitetura, da comunicação, da informática e da literatura.

Enfim… foi foda!” por Aluísio Cavalcante 

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IMG_5328w http://festivalfaisca.wixsite.com/faisca 

#CulturaDigitalnoSuldeMinas #Faísca2016 #CidadeCriativa #Inovação#BiblioarteLAB #PoçosdeCaldas